Apresentando: Faces da Mentira: Nem Tudo é o que Parece (Trilogia Mentes Silenciosas pt. 2 de 3)
Óbvio que é de 3. O nome é TRILOGIA, asno...
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| Só depois que eu li, eu consegui entender o significado dessa capa. Achou bizarro? A coerência dela é a pior parte... |
Novo domingo, e cá estou eu...
Acho que, agora, vocês já estão acreditando que eu não vou sumir mais a real é que nem eu tô acreditando ainda.
Seja como for, depois desse sumiço e retorno, é com muito orgulho que eu volto com o tema mais amados do blog: a análise externa!
E eu não tô forçando quando digo que é o tema mais amado do blog. É a mais pura verdade. Claro que isso não quer dizer que o meu blog tem a mesma audiência que a novela das 9 se bem que, ultimamente, não seria tão injusto. Mas, vamos às estatísticas adoro essa parte:
- Até esse momento, apenas 6 artigos passaram de 100 visualizações, sendo 2 deles "análises externas";
- Continuando nessa pegada, os artigos mais próximos de chegar a essa marca também é são "análise externa", o que vai fazer com que metade dos artigos que passaram da centena sejam desse tema;
- O artigo mais acessado do blog é justamente uma análise externa (vou comentar mais sobre isso mais daqui a pouco).
Pois bem... para quem tá caindo de paraquedas aqui, "análise externa" nada mais é do que a famosa "resenha" (mas que eu tinha que tentar chamar a atenção com um nome diferentão), onde eu pego o livro mais recente que eu li e mando a opinião sincerona. Eu já fiz quatro dessas. Abaixo, fica o link pra três delas (já explico):
Quedele o quarto? Então... lembra que eu disse lááááá... em cima que a resenha de hoje é sobre o segundo dos três livros da Trilogia Mentes Silenciosas (nome maneiro!)? E lembra também que eu falei que o artigo mais lido do blog é do quadro "análise externa"? Então... eu não podia perder a chance de mandar esse gancho! Acontece que esse artigo em questão é justamente a resenha da primeira parte dessa trilogia! Nesse caso, eu falo da obra prima "Paciente 17: O começo do silêncio". Abaixo, deixo o link dessa resenha:
Paciente 17 (Aline N.)
Sim, meus "ermões" (acreditem, eu já vi alguém escrever assim)! Emma e Dona Délia estão de volta (os tios da Emma e a Elena também, mas isso a gente ignora). E é disso que a gente vai falar hoje...
Pra começar, quero dizer aqui que essa provavelmente é a resenha que eu vou fazer com a maior cautela, desde que eu comecei a postar meus delírios nesse ficheiro de hospício que é esse blog. Isso pelo fato de que esta é uma continuação de um livro anterior, do o qual eu não falei sobre o final na outra resenha, por razões óbvias.
"— Ah, mas você já falou um monte de coisas sobre os volumes anteriores de "Luz da Lua Cheia"!"
Mas, aí... a história é MINHA, e, consequentemente, o problema é MEU! Ou seja, se eu estragar a vontade de alguém ler por dar spoiler, sou eu mesmo quem vai arcar com o prejuízo. E eu não sou o tipo de trouxa que postaria um spoiler de propósito só pra prejudicar os outros, tampouco quero a Aline me caçando igual o Capitão Nascimento (se bem que eu sou estudante) por fazer uma idiotice desse tipo. Vou dar alguns detalhes aqui, mas da forma mais velada possível pra não estragar nada.
Elenco
Geralmente, eu começo minhas análises falando sobre o(a) protagonista. Porém, na outra análise eu já havia dissertado sobre ela. E, de certa forma, não houve grandes mudanças na personalidade da Emma da história anterior pra essa. Pra não dizer que não houve nenhuma, esse livro traz alguns momentos mais "relax", cotidianos, da personagem principal. Apesar de também haver drama e suspense, não há uma tensão constante nem a Elena sobre a Emma (ao contrário do que acontece com o leitor), o que faz aparecer algumas nuances que ficaram mais escondidas em "Paciente 17". Ela mostrou que, apesar de decidida, persistente e bem temperamental (acho que eu conheço uma protagonista parecida), também consegue ser pior que criança birrenta. Não, você não leu errado! Confesso que soltei um sorriso sincero nas partes onde ela literalmente fazia beicinho e batia pé. Cenas assim enriquecem um universo, pois tornam os personagens humanos e identificáveis. Emma é falha. Aliás, bem falha. No final do livro (sobre o qual, obviamente, não vou dar detalhes), me peguei refletindo sobre o ponto de vista que ela expunha sobre uma atitude que ela tomou e que, basicamente, a colocaria "na mesma prateleira" dos antagonistas. Mas, no ponto de vista dela (ou, como ela mesma disse), "aquilo era diferente". Concordo com ela? Nem um pouco! Julgo ela? Também não! Aliás, possivelmente faria o mesmo. Sei que foi errado, mas é sobre isso que eu falo sobre "personagens humanos". A Emma é uma boa pessoa, mas não é um anjo. A gente ama os acertos dela, mas são os erros que fazem a gente se identificar. Não só com ela, mas com qualquer personagem que tenha algo parecido ou que lembre alguma coisa.
Agora que eu notei, falei um monte sobre a Emma...
Mas, voltando ao que eu ia dizer, vamos, então, falar de modo geral sobre o elenco. A maior parte dos personagens ainda faz parte do elenco do primeiro livro. Sim, rapaziada, tivemos a volta de Dr. Fabian, Thomas, Cristina, Irina, Dona Délia, Max comedor de chinelos, Liliana, Diana, Laura, o marido da Laura (confesso que esqueci o nome dele... foi mal, Aline), os irmãos metralha tios da Emma... enfim.
Esqueci de alguém? Acho que não, né? (lembretes não serão aceitos)
Entretanto, as poucas adições feitas ao elenco enriqueceram demais a obra, pois não foram só entradas pontuais, mas trouxeram toda uma carga dramática, seja por seu peso no presente, ou sua influência no passado.
Primeiro, falo do Detetive Sebastian.
Nota: aliás... quero, aqui, me retratar com esse personagem. Em uma postagem no Skoob, eu deliberadamente coloquei uma opinião totalmente equivocada sobre ele e o que ele estava fazendo. Eu devia ter imaginado que tinha falado caca, quando a Aline não comentou aquele histórico de leitura. Emma, Irina... vocês estavam erradas, e eu também!
Ele entra na jogada pra tentar resolver todo o imbróglio que a trupe do primeiro livro arranjou. E, apesar de ser um personagem com um menor peso para o enredo em si, acaba sendo fundamental para o desfecho. Aliás, sem spoilers, mas... a mijada que ele dá no final do livro é linda, embora eu não culpe os personagens em questão por pensarem da maneira que pensaram.
Mas... vamos às duas adições mais ricas da trama: Edgar e Emil.
Nota (ah, meu Deus, vai começar...): sobre o Edgar, quero dizer que, apesar de tudo, gostei muito do personagem. Não do personagem em si (porque, na boa, quem simpatizar com ele precisa urgentemente procurar um psicólogo ou um exorcista), mas do papel que a simples existência dele representa, porque foi ela quem deixou claro que a Aline implantou na trilogia uma filosofia muito parecida com a que eu utilizei em LLC, e que, também, é apresentada na essência de um personagem com exatamente a mesma função e que causa os mesmos efeitos. Curioso? Sinto informar, mas vai precisar aguardar até Abril do ano que vem pra descobrir. Sim, Abril, o mês traumático maldito seja o autor de Shigatsu...
Mano... não quero entregar nada, mas o Edgar é o retrato do ser-humano mais detestável na face da terra. Ele tem todos os elementos pra ser um personagem perfeito na função dele.
"— Ué?! Mas, que contradição é essa?"
Não é uma contradição. Como eu gosto de dizer, se você criou um personagem com a intenção de ser odiado pelo público e ele se torna realmente odiado, é porque você atingiu seu objetivo. E eu duvido que a Aline tenha escrito o Edgar achando que ele iria ser homenageado no dia dos pais.
Aliás... se você notou, eu fiz nesse blog uma postagem de dia das mães (link), mas não fiz nada no dia dos pais. Não é nenhum preconceito, tá? Aliás, seria, no mínimo, estranho eu ter preconceito com isso. É só que... se você leu a postagem, viu que eu tematizei ela com a minha série, né? Bom... quem leu os quatro volumes lançados até agora provavelmente vai entender a razão de não ser possível fazer a mesma coisa. Mas, ainda tô pensando no que fazer nas datas futuras...
Voltando ao foco... eu gosto de dizer que "todo mal tem uma origem". E é esse personagem quem nos explica a origem de toda a confusão do primeiro livro.
Ele é aquele tipo de personagem que você saca que não vem trazer boa coisa já na primeira aparição dele. É o tipo de personagem que tem aquele ponto de vista onde as pessoas são apenas peças de um tabuleiro de xadrez, exceto ele, que é o único jogador no comando. Em outras palavras: todos os personagens metidos no problema da trama do primeiro livro basicamente tiveram suas vidas afetadas por ele. Os algozes são vítimas e as vítimas são efeito colateral. Claro que esse não é um ponto de vista a ser levado ao pé da letra. Afinal, o que diferencia um crime de um simples erro é a consciência dos riscos. E, mesmo que por uma péssima influência, os personagens que fizeram o que fizeram no primeiro livro tinham conhecimento de tudo o que podia dar errado. Sintetizando: o "efeito Edgar" basicamente é o que a gente conhece como "explica, mas não justifica".
Já o Emil... é até difícil falar desse personagem. Posso dizer que ele é um personagem incompreendido do início ao fim. Quer dizer... no fim ele é compreendido. Mas é bem no fim, mesmo. Romeno (a Aline tem uma paixão pela Romênia igual eu tenho por paçoca), responsável (até demais) e, como se diz aqui no Sul, "treme mais que vara verde". Sério... nem meu celular recebendo spam o dia todo treme tanto. Se calçar um sapato de ferro abre um buraco no chão (se bem que, tendo um chefe como o dele, não dá pra esperar que o cara tenha uma sanidade mental intacta). Dá pra definir o Emil como "aquele personagem de quem você não espera nada". Ele tá ali. Se faz alguma coisa, é uma grata surpresa. Se não faz, cumpriu o esperado. Mas, digo o seguinte... as coisas teriam sido bem piores sem ele.
Os demais personagens não tiveram grandes mudanças de personalidade, o que não quer dizer que não tiveram evolução ou aprofundamento. Aliás, se tem algo que esse segundo livro entrega é justamente o aprofundamento do elenco. Especialmente do lado de lá, se é que vocês me entendem.
Dito isso, sem me estender pra não perder tempo, nem correr risco de dar spoiler, minha personagem favorita é a Cristina...
Enredo
Essa daqui vai ser a pior parte, porque eu não posso falar no que o enredo foca, já que isso entregaria totalmente o que acontece no primeiro livro, uma vez que ele continua diretamente os eventos do final de Paciente 17. Mas, basicamente, a história continua girando em torno daquela mesma galera, com a adição dos personagens que falei. O clima de suspense ainda está presente, mas, nesse livro, ele ganha camadas muito mais densas. No mais, o que eu posso falar (sério, eu tô fervendo meu HD mental pra achar alguma coisa)... a Emma continua trabalhando como enfermeira, mas vivendo uma vida relativamente mais pacífica, apesar de tudo em que a simples existência dela está metida. Dona Délia e Irina também estão lá, o núcleo da SanareCare tá mais unido do que nunca (apesar da situação e do portador da discórdia). Enfim... poucas coisas realmente mudaram, em relação à vida de cada personagem. Houve algumas mudanças mais drásticas, mas, novamente, destrinchar sobre isso aqui vai entregar até o que não tem. Sobre a Elena e os tios da Emma... como posso dizer isso. Esse livro meio que explicou o porquê de a Elena ser do jeito que é. De certa forma, fica compreensível a pessoa que ela veio a se tornar mas eu ainda detesto ela. Quanto à quadrilha que a Dona Eugênia pariu, a própria Aline, nos comentários da resenha do primeiro livro, disse que a situação com eles ia se resolver. Isso fez eu me sentir livre pra me aprofundar um pouco sobre eles. Mas, eu não vou falar muito. Apenas deixo minha singela homenagem à essa turma...
Ambientação
O cenário geral continua o mesmo: um grande centro urbano no Brasil, cuja localização exata fica a cargo da imaginação do leitor. Porém, no mais, o único cenário ativo desse livro que também se fez presente no primeiro é a clínica SanareCare. Alguns outros cenários da primeira história também voltam a aparecer. Porém, sem o mesmo peso de outrora. Nesse caso, falo sobre a importância do local no enredo, uma vez que, por menos que os cenários do primeiro livro apareçam no segundo, o peso simbólico da maioria deles ainda é gigante. No mais... casas novas, delegacia, café, tribunal e até o xilindró marcam presença na cenografia.
Não quero me estender por medo de... ah, não vou repetir isso! Mas, não consigo terminar isso sem falar da ambientação onde o pessoal da clínica se reunia (fora da clínica, claro). O ar nostálgico que a narrativa me fez sentir foi uma espécie de "aviso prévio" para a parte mais pesada. Ou seja, o terceiro livro.
"— Ah, então, tu já leu o terceiro livro?!"
Não! Mas, o tema dele (esse sim, eu já sei) e os elementos narrados naquele ambiente me levam a constatar isso. Se eu tô certo, só vou saber a hora que eu ler (curiosidade não falta. O que tá faltando é coragem, mesmo).
Narrativa
A narrativa não sofre mudanças. Terceira pessoa onisciente, neutra. As descrições são detalhadas, especialmente nas descrições dos cenários e na aparência dos personagens. Na mão contrária (o que, pra mim, é um grande acerto, e eu vou explicar por quê), pouquíssimas vezes ela entrega alguma característica de composição do personagem. No geral, ela apenas enfatiza o que já vimos. Quase sempre ressaltada em cenas onde o personagem já está agindo da forma que está sendo dita. Isso quer dizer que os próprios personagens entregam suas principais características, sem precisar de uma explicação detalhada.
Outro detalhe rico da narrativa, é o modo como ela, ao invés de descrever o que o personagem sente, nos indica detalhando os gestos. "Franze a testa", "suando frio", esfrega o queixo"... todos aqueles "detalhes de manual". Óbvio que há descrições onde a emoção do personagem é entregue em palavras. Porém, além de esse tipo de descrição ser minoria, ela só é entregue em situações onde o ritmo exige descrições rápidas, sem quebrar uma cena com mais ação usando especificações longas, ambíguas e fora de contexto.
O que eu achei?
Superou as expectativas!
Falando sério... eu sou o tipo de leitor (e escritor) que, quando eu leio uma série, sempre espero mais do segundo livro do que do primeiro. Às vezes, espero mais do segundo do que dos seguintes. E, nesse daqui, a coisa foi além.
Não digo que há uma reviravolta que mexe o mundo inteiro. Afinal, os personagens ativos desde o início do livro já têm seus objetivos claros, desde então, (aliás, desde o livro anterior). Mas, se você prestou atenção na parte dos personagens e notou quando eu disse que a Cristina se tornou minha personagem favorita... então... um dos principais motivos pra isso foi justamente uma (mais de uma, aliás) reviravolta maluca. Ou seja, elas estão lá! Eu notei que Aline tem outra técnica de escrita em comum comigo, que é "o prêmio para o leitor atento". Todas as respostas que você precisa, estão lá. E as que não aparecem certamente estarão no livro seguinte.
Aliás, eu fiquei com uma baita dúvida. Mas, não vou explanar isso aqui pra não entregar o ouro.
Concluindo: vale, sim, muito a pena ler essa obra. Mas, para ler ela, é indispensável ler o primeiro livro antes. Do contrário, esse só vai parecer uma "guerra de facções". Todo o contexto de tudo o que acontece aqui, está no primeiro livro.
Então, não perde tempo. Abaixo, vou deixar o link para a trilogia:
Trilogia Mentes Silenciosas (Aline N.)
Então, assim, fechamos mais um domingo. Espero que tenha ficado bom, pois precisamos exportar essa obra para além das fronteiras da Amazon.
Então, até o próximo artigo...
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