Apresentando: Paciente 17 – Trilogia Mentes Silenciosas
Uepa!
Sério, cara! “Introdução Ricky Martin” é sacanagem!
Mas, então, vamos ao tema do artigo de hoje. Há alguns domingos eu iniciei uma série aqui no blog, chamada Análise Externa. É onde eu vou fazer as análises de alguns livros garimpados que consegui por aí nos cantos mais obscuros da Amazon. Mas, vou começar (ou melhor, já comecei) pelos livros dos autores parceiros do blog. Vou deixar aqui um link do blog “Pense Repense” da Aline Duarte, pra você entender (link). Também aproveito pra deixar o link da entrevista que ela fez comigo (link). Ficou o fino...
O que posso dizer é que, até agora, está valendo a pena. No primeiro capítulo das minhas análises externas, resenhei sobre o livro do Lucas Martins, Aleph – O Guerreiro Oculto (sinto muito Lucas, mas meu pc de 4 giga de RAM trava quando antes de eu acabar o título completo). Mas, se quer saber mais detalhes, pula lá na postagem (link). E se quiser ainda mais detalhes, apoie um autor independente e adquira o e-book da obra (link). É baratinho e vale muito a pena, tanto pra você, quanto pra ele, pra mim, ou pra qualquer um de nós, e posso dizer que todos os trabalhos dos envolvidos têm muita qualidade pra voar mais alto. Sério, amigos... eu ainda sonho em ver uma adaptação estilo anime de “Luz da Lua Cheia”, assim como também posso dizer que os livros do Lucas poderiam facilmente se tornar uma sequência de filmes, o livro da Aline Duarte, “Ascendente”, primeiro trabalho dela que estou lendo no presente momento, me faz imaginar uma novela (pelo menos até onde eu li, até agora. Ainda estou no começo) e, por fim, a julgar pelo primeiro livro, não haveria problema algum em adaptar a trilogia da Aline N. em uma série de suspense. E é sobre o primeiro livro dessa trilogia que vamos falar hoje. Com vocês, a resenha sobre Paciente 17: O Começo do silêncio (que a minha simples falta de paciência vai resumir, à partir de agora, como Paciente 17).
O livro tem elementos dos gêneros suspense (especialidade da Aline), drama, investigação ao estilo
Enredo
Protagonista
A história é centralizada na personagem Emma, uma jovem mulher formada em enfermagem, que recentemente perdeu sua avó, dona Eugênia, há pouco tempo. O detalhe é que Emma vivia com dona Eugênia, simplesmente porque seus pais decidiram, depois de ter a filha... que não queriam mais ser pais! Mano... que desgraça de pai/mãe ganha um filho e larga a criança para a avó criar?! Sério, cara... acontecem muitas reviravoltas ao longo da história, e certamente elas vão sensibilizar o leitor. Mas saber o que os pais da Emma fizeram foi revoltante demais pra mim. Não sei se é por ter uma conexão com a minha protagonista, visto que a Hikari se sente abandonada (com razão) pelo pai (apesar de a Hikari ainda ter a mãe com ela), ou se são só meus princípios falando mais alto. Pra piorar, os tios são tudo farinha do mesmo saco. Ou seja, enquanto a coitada da Emma, que cresceu tendo a avó como mãe (e, convenhamos, sendo mais filha pra dona Eugênia do que o resto do material genético que ela expeliu) era a única que realmente sofria com a morte da senhora, os “filhos” só queriam vender a casa, botar a mão na grana da herança e largar a Emma no olho da rua. – Nota do redator: ô Aline... se tu tá lendo essa encrenca, eu quero te pedir um favor... se não estiver no roteiro uma briguinha judicial da Emma com os tios pela casa, faz um spin-off, ou uma “autofanfic”, e manda pra mim. Compro com muito prazer. Faz a Emma ganhando a causa e os tios dela sendo singelamente ATROPELADOS POR UM ROLO COMPRESSOR!!! Só isso. Não precisa ser nada de exagerado. Obrigado pela atenção. – Sem contar a carniça da Elena e o resto do pragueiro (sem spoilers) que rodeiam a protagonista. É sério, alguém jogou uma maldição muito bem planejada em cima dela, porque nem carcaça de zebu atrai tanto urubu igual ela. O único alento na vida da Emma é a prima, Irina. Essa sim, vou dizer... que amiga! Desde o começo mostrou que estava fechada com a Emma, para o que der e vierAmbientação
Não sei se eu tô certo ou não tô errado, mas o cenário da história parece ser nosso mundo contemporâneo. Pelo menos não peguei nenhum elemento que indicasse algo retrô ou futurista. O texto também não fala uma cidade ou país específico onde a história se passa, o que não é um problema. No início, achei que a história até pudesse se passar em algum país estrangeiro, por conta da variedade de nomes, digamos, “polinacionais” (Emma, Irina, Fabian, Elena, etc...). Mas, não lembro de muitos países que usam os nomes “Délia” e “Eugênia”, o que me leva a crer que o cenário de fundo é mesmo o Brasil. Sei que há outros países de língua portuguesa que utilizam esses nomes, mas pela variedade de nomes que, como eu disse, costumam ser usados em nações diversas, eu creio que a história se passe aqui mesmo. Podia ser, também, um país de língua espanhola, pois vários nomes da história são originários desses países (ex:. Elena, não Helena). Mas, se fosse o caso, os nomes Délia e Eugênia não teriam a devida acentuação (no caso, se escreveriam “Delia” e “Eugenia”). Sendo assim, fiz o que todo bom leitor deve fazer e usei minha imaginação. Então, pra mim, a história é 100% BR.Agora, voltando ao que interessa, o cenário alterna algumas vezes. A maior parte da trama se passa no apartamento onde vivem dona Délia e Elena, onde Emma passa a trabalhar. Local descrito como um apartamento luxuoso e enorme, com mais entradas que o labirinto de Creta. O apartamento é a ambientação onde acontecem os eventos mais importantes da história. Há eventos relevantes que acontecem fora do apartamento, também. Porém, as cenas nesses locais servem mais como peça de encaixe para o que acontece no apartamento. Além deles, os outros dois cenários mais “abundantes” (ou seja o que
Narrativa
A narrativa é feita inteiramente da clássica forma de terceira pessoa onisciente. Desde o início, ela nos passa um tom dramático, um pouco deprimente e bastante revoltante quando trata sobre a parte familiar, ou em basicamente qualquer cena onde a Elena aparece. Na clínica e no decorrer da trama, o tom começa a nos passar um sentimento de desconfiança e apreensão. O texto é escrito de maneira simples, sem palavras muito rebuscadas, o que torna fácil a compreensão por parte do leitor, além de ser bem intercalada com as falas, evitando qualquer infodump ou revelar algo antes da hora. Algo bem original e que eu gostei bastante é que a narração, em determinadas partes, dá a opinião dela sobre o personagem. Exemplo: ela não descreve a pessoa para que o leitor entenda que o personagem é “insuportável”. Ela vai lá e afirma que o personagem é “insuportável” (com toda razão, devo dizer). No mais, a narrativa segue o estilo padrão de terceira pessoa onisciente.O que eu achei?
A história cumpre com sobras o seu papel. Ela te passa exatamente o que quer te passar. Tristeza ao saber a situação da Emma, revolta ao saber sobre os tios e os pais dela, vontade de estrangular a Elena (com todo o devido respeito), alento quando a Irina aparece em cena, angústia quando (spoiler)... enfim...Não tem alguma Netflix da vida interessada em adaptar?
Descanse em paz, dona Eugênia, e que a alma da Emma também possa achar alguma paz por aqui, porque olha...
Antes de me despedir, quero deixar aqui o link de outra entrevista que eu fiz. Esta para o blog do Lucas Martins (link), onde fui entrevistado pelo próprio Aleph. Não sei se foi a melhor, mas com certeza foi a entrevista mais maluca da minha vida! Quer entender? -> (link)
Pronto! (Acho que eu nunca tinha encerrado nada com um simples “Pronto!”) Finalizado o penúltimo artigo do ano e mais uma análise externa. Espero que tenha ficado bom, mas, acima de tudo, espero que tenha despertado sua curiosidade. Vale muito a pena!
Sendo assim, nos vemos semana que vem, antes que saiamos para as férias!
Aguenta firme! O ano já tá acabando.

Olá Shinato, muito obrigada pela resenha, ficou incrível 🙏🏽. Fiquei muito feliz em saber do grande "apreço" pela nossa querida Elena, deu para sentir daqui a energia positiva sendo enviada para ela, que alegria e satisfação 😂. Sobre o local em que se passa a história, é aqui no Brasil mesmo, mas eu evito colocar locais específicos nas minhas histórias, pois, como leitora, peguei trauma de ler histórias com lugares desconhecidos e nomes indecifráveis 🙄 então optei não não especificar muito e deixar para que o leitor se sinta mais aventado decidindo o local kkk (loucura eu sei). Sobre os nomes, são nomear romenos, eu estudo romeno e ouço muita música romena, principalmente quando estou escrevendo, então quando ia criar o nome sempre tinha um bom nome disponível ali na minha playlist kkk outros eu peguei na lista de nomes romenos 🤭. Sobre a resenha, ficou incrível, é muito bom ter a oportunidade de saber a opinião do leitor sobre a nosso trabalho, isso nos inspira a continuar e a dar o nosso melhor em casa página. Muito obrigada mais uma vez pelo espaço. Posso colocar suas resenhas no post home de resenha lá do meu blog?
ResponderExcluirPS: ALERTA DE SPOILER: A situação da Emma e dos parentes insuportáveis dela, foi solucionado no livro dois 😌 (pena não ter pensado no rolo compressor, seria uma boa kkk).
Ahh não, SPOILER!!!! kkkkk Eu sou curioso demais pra parar no Alerta kkkk mas o livro é fantástico, eu to devendo uma resenha pros livros de vcs no meu blog tbm, vou ver se sai essa semana ou semana que vem, pq tenho a sua entrevista tbm Aline N kkkk
ExcluirBom... pelo menos ela disse que a situação se resolve, não se pro bem ou pro mal (espero q pro bem rs)
ExcluirVerdade kkk nao me atentei a isso 🤣 espero que pro bem
ExcluirNão repare os erros na mensagem, comentar pelo celular é muito ruim, a mensagem fica escondida e o corretor faz essas sacanagens 🤭
ResponderExcluirOi, Aline! Não tenho ideia de como eu não considerei o romeno. Acho que foi porque não tô familiarizado com alguém que estuda essa língua. Geralmente, entre as latinas, a gente só vê espanhol, italiano e francês (eu mesmo tenho uma noção de espanhol). Bom, valeu meu instinto "Xeroque Holmes" pra descobrir a ambientação. Entendo o caso de não especificar um país. Fiz isso em "Luz da Lua Cheia tbm, mesmo ficando nítido onde a história se passa, apesar dos locais fictícios. Toda a resenha é a verdade sobre o que eu pensei ou percebi da história. E mesmo quando a gente passa raiva com algum personagem, acho que isso é uma coisa boa, caso ele tenha sido feito pra isso, né? Fica à vontade pra colocar essa postagem no seu blog! Vamo em frente...
ExcluirShinato, cara, vc tá parecendo o Aleph falando (digitando, claro kkk), ele estaria orgulhoso, o texto do post tá incrível (não sei se a influência dele é muito boa, mas tá valendo kkk). Mas sério, a resenha ficou incrível, eu ainda vou me esforçar pra colocar a resenha dos livros de vocês que eu já li la no meu blog kkk e valeu pelas referências ali kkk
ResponderExcluirA real é que eu sempre falei/digitei assim, quando eu faço alguma coisa mais espontânea kkkkkk Acho que essa foi exatamente a razão pela qual me identifiquei com o Aleph XD
ExcluirAcho que estão andando muito juntos 🤣 mas eu vejo isso por um lado bom, melhor que andar com o Henrique e Rodrigo (jovens)
ExcluirShinato, adorei a resenha! Não querendo me vangloriar, mas "eu entendi as referências" 🤭Realmente eu notei que não há menção ao local exato, eu imaginei uma SP kkk pq achei que a Aline N. era de lá, depois que me atentei que ela era do Paraná, mas agora que a autora esclareceu no comentário que pode ser o que o leitor imaginar, eu quero que seja Floripa, junto com a minha dramaland 🤣.
ResponderExcluir.
Adorei a ideia do rolo compressor kkk diria mais, aquela bobina de aço galvanizado seria mais eficaz, sem chance de erro 🙈.
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Mal posso esperar pela resenha de ASCENDENTE! Vou ler a do Aleph depois de terminar a leitura kkk vai que tem um elemento surpresa 🤣.
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Parabéns pela resenha e pelo projeto!!
Uopa! Valeu demais, Aline! E sim... pode esperar uma resenha do mesmo tipo pra "Ascendente" e qualquer um dos livros que eu ler, seus, da Aline N. e do Lucas.
ExcluirSó tenta não cair pra trás com a resenha do Aleph, porque o caos encarnado merecia uma resenha caótica. E foi o que eu dei...