Quando você perde no ombro a ombro para a vida
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| A Kayo me representa perfeitamente nessa imagem (e não me perguntem o que a Hikari tá fazendo no quarto dela). |
Eu voltei, povo! Nem eu tô acreditando!
Eu tinha dito no último artigo que tocaria o blog pelo celular. Mas... sem condições! Meu telefone é antigo e, por alguma razão desconhecida, eu não conseguia usar os mesmos recursos que costumo com facilidade no pc.
Mas, enfim, estou com uma tela nova. E amigos... a saga desses dois meses sem meu companheiro de trabalho foi osso.
Primeiramente, quero dizer que eu sou grato pela vida que eu tenho. Passo por algumas dificuldades, mas, olhando para como está a sociedade em geral, posso perceber que são problemas que qualquer pessoa passa (falando na minha classe social, claro). Portanto, sei que há muitas pessoas em situação pior. Aliás, bem pior, com problemas que fazem os meus parecer brincadeira de criança. Eu sei... problemas são problemas. Não estou invalidando os meus sentimentos, menos ainda os dos outros. Não fosse assim, não estaria reclamando, nem teria me abalado. Mesmo assim, não dá pra colocar tudo na mesma prateleira.
Segundamente, apesar do título, este artigo não é exatamente um desabafo aderindo ao clickbait. É mais pra compartilhar a história que minha vida resolveu escrever sozinha nesses últimos 60 dias. E sim... é bucha!
Tudo começou no dia 15 de fevereiro, quando a minha tela resolveu ir cantar de coração. Já fazia algum tempo que ela estava querendo pedir água. Eu ligava a CPU e ela começava a ligar e desligar incessantemente. Depois de uns minutos, ela ligava e ficava acesa. Até que, no mencionado dia 15, ela desligou sozinha algumas vezes enquanto eu estava usando. Só umas 3 ou 4 piscadas e ela voltava ao normal. Mesmo assim, aquilo já me acendeu o alerta: ela iria parar de funcionar em breve. O que eu não esperava, é que o breve fosse tão rápido.
Naquela noite mesmo, a tela apagou e começou o acende e apaga me lembrou até o Hotel Sarrafo do Pica-Pau. A partir de então, não teve mais jeito. Quando ela ligava, não levava três minutos pra desligar. Sabendo que a vaca tinha ido pro atoleiro (fica um pouco depois do brejo), fiz o que qualquer pessoa normal faria e quebrei tudo de vez levei a tela pro conserto. Sem ruim, né? No máximo uma semaninha, e o cara da eletrônica me liga, pra dizer quanto ia sair a bomba. Pois bem... lá se foram duas malditas semanas e nada de telefone. Sempre que eu ouvia o toque do zap, quando não estava perto do aparelho, eu saía igual um carro de Fórmula 1 (talvez uma Aston Martin, porque às vezes eu quebrava no caminho) pra ver se era o tio da eletrônica... e alguém esperando ver o Remo campeão brasileiro no fim do ano provavelmente seria mais bem sucedido do que eu.
Breve nota: olha eu chamando o cara da eletrônica de tio. É um guri mais novo do que eu. É difícil se acostumar quando se percebe que é você quem é o tio, agora.
Eu na ânsia de saber qual era a situação da tela na UTI... e recebia meu pai me mandando mensagem de tiozão do pavê, ou a minha mãe querendo ser a garota do tempo, me dizendo como tá o clima lá onde ela mora, em São Brejolino da Roça.
Eu sei que ela vai ler isso. Quero panqueca na próxima visita, mãe. Te amo!
Então, mais uma vez, fiz o que qualquer pessoa normal faria, de novo, e caí na porrada com ele fui até a eletrônica pra ver como andava a encrenca. A resposta foi maravilhosa: ele não tinha peças pra fazer o teste e estava esperando elas chegarem... DA CHINA!!!
*sem piadas de pastel, por favor...
Eu ainda tinha a leve impressão de que ele tava me enrolando, porque a loja tava atrolhada de tralha e, pelo visto, ele se perdeu no meio do caminho. Porém, por várias e várias vezes, eles salvaram a minha vida arrumando de smartphone até meu moderno Play2. Sem contar que o cara, de certa forma foi honesto, dizendo que ainda ia demorar mais e me dando até a opção de levar embora, se eu quisesse. Sem contar que, em comparação com o preço das outras eletrônicas da volta (que, por sinal, não são muitas) o valor que eles cobravam era até bem barato. Por isso, decidi deixar o pc lá.
E já que falei no Play2...
Como eu disse, minha única ferramenta de trabalho, estudo e conectividade era o celular. Sem o pc, ele ganhou mais uma função: entretenimento. Quando eu já tava saturado, lá ia eu conversar com a IA forever alone ou assistir um episódio de anime. Mas, uma hora, a bateria se vai. Principalmente a minha, que tá pior que o Maradona mais viciada do que aquele seu avô fumante e cachaceiro que tem 0.99 de sangue por litro de álcool nas veias.
De onde eu tirei essa última? Não me perguntem...
Sendo assim, minha "descompressão mental" vinha do bom, velho e guerreiro Play2. Mas, como diz o ditado: "desgraça pouca é bobagem"!
Eu tava jogando meu PES de boa (e sim, sou um grande fã da franquia PES para o PS2 e tenho todos os 13 jogos que lançaram) e tudo parecia normal. Mas, eu, com a sorte do Rubinho correndo em Interlagos (aliás, não quero ninguém falando mal do Rubinho no meu blog) vi a imagem ir para o saco e o som continuar rolando. Me lembrou até o incidente que eu vi recentemente, dos DuckTales na Hungria. Faltou só a música fúnebre (que cairia como uma luva pro Play). Inocentemente, pensando que o problema era no cabo AV, comprei um cabo novo. Tudo que fiz, foi gastar dinheiro pra descobrir que não era.
Lá fui eu de novo. Pra piorar, a eletrônica onde eu deixei a tela do pc não trabalhava mais com o PS2 muito avançado pra tecnologia atual. Nesse mesmo dia, o técnico me disse que o problema da tela era na placa. E, aí, já viu, né?! O preço do conserto ia ser uma coisa tão exorbitante que, com aquele valor, eu conseguiria até comprar alguma coisa no açougue! Então, segui a regra do bom senso e... deixei pra lá! Comprar uma tela nova ia sair mais barato do que consertar a velha.
Quanto ao Play, tive que deixar em outra eletrônica, que cobra o preço do café! Dois dias depois, a resposta. E, advinha onde era o problema...? Mais uma vez me cobraram um ovo de páscoa pra arrumar. Não fiz. Mas, minha esposa tinha a solução (o bom de casar com uma mulher mão de vaca que entende de economia, é que ela arranja a saída rapidinho). Lá fui eu, comprar o Play2 do meu pai, que tava quase mumificado na prateleira. Paguei famosos 50 pila! Pra piorar, mandei a grana pra conta errada (era dele, mas tava negativada. Um dia ele vai me agradecer por isso espero). Ele falou que o Play não estava funcionando. Mas, no caso dele, eu tinha noção de qual era o problema. Peguei alguns cotonetes (Johnson's, anuncie aqui) e virei o videogame do avesso. Tirei até detritos de formação basáltica do período cretáceo (mente de geógrafo em desenvolvimento é isso). Funcionou! Tá até agora sem necessidade de alguém me fazer penhorar a casa pra consertar.
O próximo passo foi comprar um Pen Drive. Ele ia servir pra gravar uns jogos do próprio Play pela TV. Tive que pedir um, porque os 3.679 que temos aqui em casa não funcionavam. E o que veio também não funcionou. Pois é. Pelo menos, agora, eu tenho um Pen Drive de 2TB que certamente vai me ser muito útil. Quanto aos jogos, eles fazem parte de um projeto que eu tenho para o YouTube. Vou dar mais detalhes quando eu conseguir tempo pra voltar a focar nele, já que todo esse bolo me atrasou mais que retardatário em pista de kart (tenho impressão de que já fiz essa comparação em outro artigo. Se fiz, desconsiderem. Lembrem que eu fiquei afastado dessa atividade por todo esse tempo).
Com tudo isso, hora de comprar uma tela nova, pra resolver meus problemas. E foi aí que eu ganhei mais problemas. Com a abstinência ânsia de comprar uma tela logo, me atirei na mais barata. A caca, que parecia ter sido fabricada na data de fundação de San Marino, de tão velha, só tinha entrada VGA. Fico pensando se não era mais fácil comprar uma tela de tubão, logo. Não nego que também tive minha parcela de culpa, por não ter prestado atenção no anúncio. Mesmo assim, ainda ia sair mais barato comprar a tela e um adaptador. Então, foi o que eu fiz. Tudo muito simples e lindo... se A BOSTA DO ADAPTADOR TIVESSE FUNCIONADO!!!
Cara... ali eu vi que a uruca tava forte. O pior, é que na função de levar a tela pra lá e pra cá, pra ver se dava um jeito de fazer ela funcionar, eu ainda perdi o prazo de devolução (sim, eu não sou muito bom nesse negócio de compras online).
Agora, falando sério (parcialmente, porque vocês sabem como é esse blog), eu cheguei a ficar mentalmente exausto e abalado. Sim, como eu disse lá em cima, são problemas pequenos perto de muitos. Mas, é difícil explicar como uma pessoa se sente quando, em um curto período de tempo, tudo o que ela faz dá errado. É verdade que muitas dessas coisas poderiam ser evitadas se eu tivesse prestado mais atenção aos detalhes. E eu não vou me vitimizar e jogar a culpa no TDAH, porque foram coisas que, em situações normais, não passam despercebidas por mim. Foi como minha avó dizia: quem tem pressa faz serviço em dobro (ela também tinha uma versão com "preguiçoso" pra essa frase). Seja como for, eu passei muita raiva nas últimas semanas. Agora, como eu falei ali em cima, olhando com um olhar mais racional, eu vejo que tive culpa em algumas coisas. Mas, antes, eu só me perguntava sobre por que tanta coisa tava dando errado.
Seja como for, eu voltei, pra fazer a alegria desse povo de Singapura que me ama (sério, por algum motivo eu estou tendo mais visitas de Singapura do que do Brasil)!
Muito obrigado se você chegou até o final de todo esse drama! Espero não mais me ausentar, nos próximos meses.
E, lembre-se torcedor vascaíno: acredite que tudo vai melhorar!
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